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  • Formação: Tecnólogo em Segurança do Trabalho - UNISA - Universidade de Santo Amaro, Técnico em Segurança do Trabalho - Carneiro do Vale, Gestor Ambiental com Ênfase em Recursos Hídricos - Faculdade São Luiz de França.
  • Experiências Profissionais: Consultor em SST – MALG Consultoria - Paulo Afonso - BA

domingo, 24 de junho de 2012

RIO+20 LANÇA 'ECONOMIA VERDE' E OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


Rio de Janeiro - O acordo aprovado sexta-feira por 191 países no fim da cimeira Rio+20 define uma transição para uma "economia verde" e compromete todos os países a adoptar metas para a preservação do meio ambiente e a luta contra a pobreza que serão aplicados a partir de 2015.

Estes são os pontos mais importantes do documento de 53 páginas:

- "Políticas de economia verde" (3 páginas e meia do texto): "Uma das ferramentas importantes" para avançar rumo ao desenvolvimento sustentável. Elas não devem "impor regras rígidas", mas "respeitar a soberania nacional de cada país", sem constituir "um meio de discriminação", nem "uma restrição disfarçada ao comércio internacional". Eles devem, também, "contribuir para diminuir as diferenças tecnológicas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento". "Cada país pode escolher uma abordagem apropriada".

- Governação mundial do desenvolvimento sustentável: o texto decide "reforçar o quadro institucional". A comissão de desenvolvimento sustentável, totalmente ineficaz, é substituída por um "fórum intergovernamental de alto nível". O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnuma) terá seu papel reforçado e valorizado como "autoridade global e na liderança da questão ambiental", com os recursos "assegurados" (os depósitos actualmente são voluntários) e uma representação de todos os membros das Nações Unidas (apenas 58 participam actualmente).

- "Quadro de ação": em 25 páginas, correspondentes à metade do documento, o texto propõe sectores onde haja "novas oportunidades" e onde a acção seja "urgente", notavelmente devido ao facto de as conferências anteriores terem registrado resultados insuficientes.

Os 25 temas particularmente abordados incluem erradicação da pobreza, segurança alimentar, água, energia, saúde, emprego, oceanos, mudanças climáticas, consumo e produção sustentáveis.

- Objectivos de desenvolvimento sustentável: nos moldes dos Objectivos do Milénio para o desenvolvimento, cujo prazo para cumprimento se encerra em 2015, a cimeira insiste na importância de se estabelecer os "Objectivos do desenvolvimento sustentável" (ODS) "em número limitado, conciso e voltado à acção", aplicáveis a todos os países, mas levando em conta as "circunstâncias nacionais particulares". Um grupo de trabalho de 30 pessoas será criado até a próxima Assembleia Geral da ONU, em Setembro, e deverá apresentar suas propostas em 2013 para cumprimento a partir de 2015.

- Os meios de realização do desenvolvimento sustentável: "é extremamente importante reforçar o apoio financeiro de todas as origens, em particular para os países em desenvolvimento". "Os novos parceiros e fontes novas de financiamento podem desempenhar um papel". A declaração insiste na "conjugação de assistência ao desenvolvimento com o investimento privado". O texto insiste, também, na necessidade de transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento e sobre o "reforço de capacidades" (formação, cooperação, etc).

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